A GÊNESE DO PENSAMENTO NUMÉRICO E O SISTEMA DE NUMERAÇÃO BABILÔNICO: UMA ANÁLISE HISTÓRICO-EPISTEMOLÓGICA

Autores

  • Josemir do Carmo FAQUI
  • Michele Escola municipal Maria Ignez
  • Ana Carolina Escola Municipal Rural Antônio Sabino Tomé

Resumo

A presença estruturante dos números na contemporaneidade reflete uma longa trajetória de maturação conceitual, cujas raízes remontam às práticas primitivas de contagem por correspondência biunívoca e ao uso de dispositivos materiais de controle patrimonial. Sob uma abordagem histórico-epistemológica e metodologicamente amparada na pesquisa bibliográfica e documental de caráter qualitativo, este artigo analisa a gênese do sistema de numeração babilônico, suas características estruturais e suas contribuições duradouras para a ciência moderna. O estudo investiga a transição das contagens concretas do Paleolítico e do Neolítico ilustradas pelo Osso de Ishango e pelo uso de tokens de argila na Mesopotâmia até a consolidação da escrita cuneiforme pelos sumérios e babilônios. Os resultados evidenciam que a maior inovação do sistema babilônico residiu na articulação pioneira entre a base sexagesimal e o princípio posicional. Embora essa estrutura apresentasse limitações de legibilidade decorrentes da ausência inicial de um símbolo para representar o vazio posicional (o zero), ela dotou a administração, a agrimensura e a astronomia antigas de uma flexibilidade de cálculo sem precedentes. Conclui-se que o legado dessa arquitetura aritmética transcendeu as rupturas civilizacionais, permanecendo organicamente ativo na metrologia do tempo e na divisão geométrica circular contemporâneas, o que reforça a relevância da História da Matemática como ferramenta crítica para compreender os processos de abstração cognitiva.

Biografia do Autor

Josemir do Carmo, FAQUI

Josemir do Carmo, Licenciado em matemática. Mestre em matemática (2014) pela Universidade Federal de Goiás - sede: Jataí. Atualmente é professor do enisno fundamental na Secretaria Municipal de Educação de Quirinópolis - GO, lotado na unidade escolar municipal rural Antônio Sabino Tomé; professor de nível superior na Universidade Estadual de Goiás - câmpus Sudoeste - sede: Quirinópolis (UEG) e na Faculdade Quirinópolis - (FAQUI).

Michele, Escola municipal Maria Ignez

Michele Regina do Carmo é graduada em his´tória pela Universidade Estadual de Goiás - UE; em Pedagogia pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Boa Esperança - MG;  Especialista em Docência na Educação Básica pela Universidade Estadual de Goiás e professora do Magistério I da Rede Municipal de Ensino.

Ana Carolina, Escola Municipal Rural Antônio Sabino Tomé

Ana Carolina Dias de Melo, Licenciada em Geografia (2019) Universidade Estadual de Goiás Câmpus Sudoeste - Sede: Quirinópolis (UEG - Quirinópolis); Licenciada em Pedagogia (2023), também pela Universidade Estadual de Goiás Câmpus Sudoeste - Sede: Quirinópolis (UEG - Quirinópolis); Especialista em Neuropsicopedagogia Institucional e Clínica (2024) Centro Universitário FAVENI (UNIFAVENI – Guarulhos /SP). Atualmente é professora do Ensino Fundamental na Secretaria Municipal de Educação de Quirinópolis - GO, lotada na Escola Municipal Rural Antônio Sabino Tomé.

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Publicado

18/08/2026

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Artigos