RECURSOS FISIOTERAPÊUTICOS E ASPECTOS CLÍNICOS EM PACIENTES COM FIBROSE CÍSTICA

  • Leonardo Squinello Nogueira Veneziano UNIBRAS -UNIDADE RIO VERDE
  • Mirelly Mendes de Oliveira UNIBRAS-UNIDADE RIO VERDE
  • Renata do Nascimento Silva PREFEITURA DE RIO VERDE
  • Fernando Duarte Cabral UNIBRAS-UNIDADE RIO VERDE
  • Renato Canevari Dutra da Silva PREFEITURA DE RIO VERDE
Palavras-chave: Fibrose Cística. Fisioterapia Respiratória. Técnicas Fisioterapêuticas

Resumo

A Fibrose Cística (FC), também chamada de mucoviscidose ou doença do beijo salgado; é uma doença genética, autossômica recessiva e crônica, que acomete diversos sistemas do corpo: respiratório, digestivo, reprodutor, altera o transporte de íons da membrana, o que afeta na produção de secreções, que serão de caráter denso e de difícil eliminação, podendo obstruir canais, como as glândulas sudoríparas, afetando todo o funcionamento normal do corpo. O gene que causa a FC está localizado no cromossomo 7 e é responsável pela codificação da proteína reguladora de condutância transmembrana da fibrose cística (CFTR).  Por muitos anos, foi conhecida como uma das doenças genéticas mais possivelmente letais e com baixa expectativa de vida, pela progressão rápida da doença, portanto, com os avanços em tratamento e diagnóstico, hoje, o paciente com FC consegue sobreviver até a terceira idade com qualidade de vida. Quanto mais cedo o diagnóstico da doença, o que é possível em recém-nascidos com o teste do pezinho, mais precoce é o tratamento, impedindo a progressão agressiva da FC. Uma equipe multidisciplinar é indicada para trabalhar todas as manifestações clínicas; médicos, enfermeiros, nutricionistas, psicólogos, e fisioterapeutas, formam uma equipe completa para o melhor tratamento do paciente, de forma individual. A fisioterapia vai trabalhar com enfoque maior nos problemas respiratórios advindos da doença, que são a maior causa de morte, a fisioterapia respiratória é uma ferramenta útil e essencial para ajudar por meio de manobras respiratórias, na desobstrução das vias aéreas, especialmente em pessoas com doença pulmonar moderada a grave, permitindo ao paciente ter maior qualidade e expectativa de vida, já que o tratamento fisioterapêutico precoce não previne, mas diminuem os sintomas respiratórios e consequentemente os riscos de infecções pulmonares, que são as causas de maior mortalidade na FC, uma doença que mesmo muito comum, ainda é pouco conhecida pela população.

Publicado
2021-02-19
Seção
Artigos